Ensino mulheres que travam ao falar inglês a transformarem medo e autossabotagem em confiança e fluência natural, com um método que une Língua e psicanálise.
Nossa história3 min de leitura · atualizada em 5 de novembro de 2026
Desde muito pequena, eu era fascinada pelos livros. Minha mãe tinha uma biblioteca linda em casa, e eu me encantava em vê-la lendo (com um café, um cigarro e aquele olhar atento sobre as páginas). Eu queria entender o que estava escrito ali.
Aos , tentava decifrar letras e palavras por onde passava. Essa curiosidade e a sensibilidade da minha mãe me moveram. e
Aos , uma amiga me pediu ajuda para estudar inglês.
Quando dei , percebi que
Um aluno chamado Adriano me ensinou isso: e
Queria ler tudo, inclusive em outras línguas.
seis anos
Aos 8 estudava inglês, francês e espanhol
foi assim que meu cérebro aprendeu a fazer pontes entre línguas, sons e sentidos.
quinze
Eu encontrei formas de explicar que fizessem sentido para ela.
Logo percebi:
ensinar era sobre traduzir o mundo do outro, não o meu.
minhas primeiras aulas
o segredo estava na escuta.
le só aprendeu quando percebeu que eu o via, o ouvia, e lembrava seu nome.
A conexão humana transformava a aula. Sempre me frustrou o ensino engessado.
As unidades prontas, os textos sem vida, os métodos que ignoravam o interesse real do aluno.
Como professora, também senti o mesmo: dar aula seguindo um livro e um roteiro fixo não fazia sentido.
O aprendizado precisa de liberdade, de sentido e de emoção. Quando comecei a dar aulas em empresas e, depois, na universidade, percebi que os bloqueios dos alunos, em especial as alunas, muitas vezes não vinham da falta de estudo, mas da autossabotagem, do medo, do perfeccionismo e uma questão histórica, social e mais profunda. Falar uma língua é se expor — e muita gente trava não pela gramática, mas pela emoção.
Foi então que comecei a unir linguagem, psicanálise e escuta terapêutica.
Daí nasceu o método: a fusão entre língua, mente e emoção.
Entendi que falar inglês é um exercício terapêutico, porque nos obriga a nos ouvir, organizar pensamentos e emoções.
Cada aula se torna um espaço de segurança emocional e expressão autêntica de identidade.
E o inglês ganha outros ares, não um fim em si mesmo e vai além de um emprego e salário melhores.
Portanto este é o manifesto da Her Up English Academy: Que o inglês deixe de ser mera ferramenta de “business” e se torne um movimento de voz, presença e autoconhecimento.
Aprender a se expressar é um ato de poder e cura.
O idioma é só a superfície, o mergulho é dentro de si.
Quero ver mulheres seguras, autônomas e inteiras. Mulheres que falem com coragem e se escutem com compaixão.
Que não se sintam impostoras por errar uma palavra.
Que usem o inglês — e a voz — como instrumentos de libertação e expansão.
Muita gente acredita que só é possível ser fluente morando fora.
Eu também acreditei nisso, até perceber que a fluência não mora em um endereço, mas dentro da gente. Nunca fiz intercâmbio.
Aprendi ouvindo, sentindo e me conectando com o idioma de dentro pra fora.
Mais tarde, me formei em Letras — Inglês, Francês e Tradução, e fiz Mestrado em Literatura e Linguística, com foco em análise semiótica. Mas foi curioso perceber que não foram esses títulos que me deram fluência. Eles refinaram o olhar, mas a fluência nasceu antes — da escuta, da emoção e da coragem de errar e continuar falando.
E até hoje eu aprendo algo novo todos os dias.
Porque aprender uma língua é um processo infinito, vivo, em constante movimento.
Meu maior desejo é ver cada mulher que passar pelo método encontrar sua própria voz — aquela que pode já ter sido silenciada pelo medo, exigência, culpa ou sobrecarga.
Que o inglês seja apenas o meio de um processo muito maior: o de se escutar e se atrever.
Vamos juntas?
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