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Nossa história2 min de leitura · atualizada em 30 de outubro de 2026
Caros amigos, colegas, leitores e seguidores,
Desde que publiquei minha primeira obra espiritualista, O Karma e Suas Leis, em 2004, minha vida como escritor tornou-se também uma longa experiência de autodescoberta. Ao longo desse percurso, escrevi dezenas de obras espiritualistas, além de livros técnicos, cursos, sites, textos, práticas, áudios e materiais de estudo voltados à expansão da consciência.
Depois de muitos anos tentando compreender minha própria forma de funcionar, decidi compartilhar publicamente uma parte importante da minha identidade: sou autista. Esta página não é uma tentativa de convencer ninguém, nem de transformar diagnóstico em espetáculo. É um gesto de transparência, amadurecimento e responsabilidade pessoal diante dos leitores que acompanham meu trabalho.
Nota necessária: este é um relato pessoal. Não pretende substituir avaliação clínica, nem generalizar a experiência autista. Cada pessoa no espectro vive sua condição de modo próprio, com desafios, potenciais, limites e formas particulares de interação com o mundo.
Autismo, hiperfoco e escrita espiritualista
Em minha trajetória, o autismo não anulou a criação. Ele também trouxe dificuldades reais: inadequação social, falhas de filtro, cansaço em interações, estranhamento diante de códigos sociais e conflitos que nem sempre compreendi no momento em que ocorreram.
Hiperfoco
Foco intenso em temas complexos
A escrita espiritualista, o estudo da consciência, a projeção astral, o karma, o dharma, a bioenergia e a multidimensionalidade tornaram-se campos de concentração profunda.
Visão de conjunto
Associação de ideias
Tenho facilidade para conectar conceitos, organizar estruturas, perceber relações abstratas e transformar estudo em livros, cursos e mapas de conhecimento.
Transparência
Sem personagem iluminado
Não pretendo representar uma imagem espiritualista artificial. Sou humano, contraditório, em processo, tentando servir melhor apesar das minhas limitações.
Minha superdotação, meu hiperfoco e minha persistência ajudaram a compensar dificuldades e a transformar uma vida de estudo em produção contínua. Mas isso não apaga os tropeços. O mesmo traço que favorece concentração e produtividade pode dificultar convivência, improviso social, leitura emocional imediata e adaptação a ambientes muito exigentes.